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Integrando o Remember the Milk ao Google Calendar e Gmail

September 21st, 2011

O Google Calendar é uma excelente ferramenta para manter o controle de compromissos pendentes. Porém, tem dois problemas: é limitado a tarefas que tenham uma data específica e não dependem do usuário concluir, ou seja, uma tarefa que foi programada para ontem mas não foi realizada não aparecerá mais no meu calendário (ou melhor, aparecerá no dia em que estava prevista, e provavelmente será esquecida com o tempo). Isso acontece porque o Google Calendar não é uma ferramenta voltada para tarefas, e sim para eventos. Para realizar o controle de tarefas, o melhor é utilizar uma ferramenta específica para tal. Idealmente uma que seja integrável ao Google Calendar, pois este continua sendo uma excelente ferramenta para controle de eventos (visualizar eventos futuros, compartilhar com outras pessoas, etc).

A opção mais óbvia para controle de tarefas seria o Google Tasks, pois é do próprio Google, e como tal, é totalmente integrado não só ao Google Calendar, mas também ao Gmail. Apesar de ser uma boa opção, o Google Tasks é bastante limitado, e não possui (ainda) uma funcionalidade que considero básica para uma ferramenta de controle de tarefas: o cadastro de tarefas recorrentes (ex: toda segunda-feira, todo mês no dia 10).

Em função destas limitações, eu prefiro utilizar o Remember the Milk, que é uma ferramenta muito mais completa que o Google Tasks. Ele também pode ser integrado tanto ao Gmail quanto ao Google Calendar.

Integração com Google Calendar

A integração é bem simples, através da interface iCalendar do Remember the Milk: vá até a opção settings, aba Info. Copie o link “iCalendar Events Service (All Lists)”. Em seguida, vá ao Google Calendar, em “other calendars”, à esquerda, há uma opção “Add by URL”. Cole a URL que foi copiada do Remember the Milk, e será criado um novo calendário com as suas tarefas – obviamente só aparecerão as que tem data.

Apesar de funcionar bem, a integração é limitada: a hora da tarefa não aparece, não há link direto para ver a tarefa no RTM, e é somente uma visualização, ou seja, não é possível editar, excluir ou concluir a tarefa a partir do Google Calendar. Além disso, quando uma tarefa é concluída, ela demora um tempo para sumir do calendário. Mas é possível configurar reminders para este calendário específico, o que torna a integração mais útil.

O calendário criado exibe todas as tarefas do seu RTM que não estão concluídas e tem data. Outra possibilidade é criar calendários com listas específicas. Para isso, vá ao RTM, faça uma busca ou selecione uma lista ou smart list específica. No lado direito aparecerá uma opção “iCalendar (Events)”. Copie esse link e repita o procedimento anterior no Google Calendar.

O RTM também disponibiliza dois gadgets para Google Calendar:

  • Sidebar Gadget
  • Permite visualizar, editar e adicionar tarefas diretamente no Google Calendar. Só não é possível visualizar e editar notas, mas há um link para exibir no RTM.

  • Daily Gadget
  • Adiciona um botão a cada dia do calendário; ao ser clicado, exibe a lista de tarefas do dia.

Integração com Gmail

O RTM disponibiliza duas maneiras de exibir as tarefas no Gmail:

  • Gadget do Google Calendar
  • Se você configurou a integração do RTM com o Google Calendar, descrita acima, o gadget do Google Calendar exibirá as tarefas do RTM.

  • Gmail Gadget
  • Este gadget possui as mesmas funcionalidades do Sidebar Gadget para Google Calendar.

  • Add-on (Firefox e Chrome)
  • Esta extensão é bem semelhante ao Gmail Gadget, mas possui algumas funcionalidades a mais: ela pode ser configurada para criar tarefas automaticamente quando um email for marcado com estrela ou com um label específico. Também é possível criar uma tarefa associada a um email específico, que será automaticamente concluída quando o email for respondido.

Ajude o Firefox a crescer com o Test Pilot

May 5th, 2011

A principal característica de projetos open source é que qualquer pessoa pode contribuir com eles. Geralmente quando falamos em contribuir com este tipo de projeto, logo pensamos em código fonte – corrigir um bug ou implementar uma melhoria. Mas na verdade podemos contribuir de várias formas (para mais informações sobre o modelo open source, recomendo a leitura do famoso artigo The Cathedral and the Bazaar, de Eric Raymond), mesmo sem conhecimento técnico. Outra possibilidade é através de ajuda na documentação – melhorar uma documentação incompleta ou traduzir para outras línguas. Porém, apesar de não exigir conhecimentos específicos, exige tempo, o que nem sempre as pessoas têm disponível.

No caso do Firefox, há uma outra forma de contribuir para o projeto, que não exige qualquer conhecimento específico. É através do Test Pilot, uma extensão que, ao ser instalada, exibe uma lista de estudos sendo conduzidos pela Mozilla. Sempre que surgir um novo estudo, você poderá ver os detalhes dele e optar por participar ou não. O estudo que acontece com mais frequencia é o “A Week in the Life of a Browser”, onde, caso você aceite participar, durante uma semana o Test Pilot monitorará informações sobre o seu uso do browser, como memória utilizada, número de abas abertas simultaneamente, número de downloads e de bookmarks – ou seja, nenhuma informação sensível do usuário é coletada. No final do período do estudo, esses dados são enviados para a Mozilla, mas antes você pode ver exatamente que informações serão enviadas através de gráficos como esse:

Alguns estudos são pesquisas sobre usabilidade e funcionalidades específicas, como mecanismos de busca e uso de bookmarks e dos botões na toolbar. Para ver os estudos já realizados, acesse a página de test cases. Para participar, basta instalar a extensão.

Migrando do Delicious para o Google Bookmarks

January 12th, 2011

Alguns anos atrás, comecei a sentir necessidade de manter meus bookmarks sincronizados entre os diversos computadores que eu utilizava. Até que conheci o Delicious. Isso foi em 2007, e desde então eu comecei a usá-lo constantemente. Cada vez que eu usava o Firefox em algum computador pela primeira vez, a primeira extensão que eu instalava era a do Delicious. Através desta extensão, um simples Control+D abre a janela para adicionar a página atual ao seus bookmarks do Delicious, e Control+B abre a barra lateral com seus bookmarks, organizados por tags.

Há alguns meses, eu havia pensado em migrar meus bookmarks para o Google Bookmarks, mas desisti, pois eu já estava bastante acostumado com o Delicious. Até que no início de dezembro veio a bomba: o Yahoo, que havia comprado o Delicious em 2005, anunciou que encerraria o serviço! Imediatamente comecei a pensar em alternativas, e o Google Bookmarks foi minha primeira opção. Alguns dias depois, o Yahoo voltou à cena informando que iria vender, e não fechar o serviço, e o próprio Delicious publicou uma nota sobre o assunto. Mas, mesmo assim, para mim foi a deixa para fazer a migração para outro serviço. Apesar de existirem várias alternativas ao Delicious, escolhi o Google Bookmarks pela simplicidade, e por já estar integrado à minha conta no Google.

A primeira parte da migração foi fácil: exportar os bookmarks do Delicious, através da opção Settings -> Export/Backup Bookmarks. Para importá-los no Google Bookmarks, uma das maneiras mais simples é importar os bookmarks do Delicious no Firefox e sincronizá-los com o Google Toolbar. Também é possível fazer a importação usando o Google Chrome, ou usar algum script (como este) ou serviço, como o del.icio.us to Google Bookmarks.

Em seguida, procurei as opções para integração com o browser (adicionar e pesquisar nos bookmarks). No Firefox existem diversas extensões para Google Bookmarks. Testei algumas, e a que achei melhor foi o GMarks. Com ela, é possível adicionar bookmarks com Control+D, de forma bem semelhante à extensão do Delicious, e também há uma barra lateral, acionada com Alt+M. Porém, não há integração com a barra de endereços, ou seja, não é possível pesquisar nos bookmarks digitando diretamente o endereço (como permitem as versões mais recentes da extensão do Delicious). Porém, há duas maneiras de pesquisar (além de acessar diretamente a página do Google Bookmarks para fazer a pesquisa):

  1. Ao digitar a tecla Home duas vezes, aparecerá uma caixa de texto para pesquisa. É só digitar qualquer coisa e depois escolher um resultado e apertar Enter (ou Alt+Enter para abrir em outra aba)
  2. Criando um atalho para a busca: acesse o Google Bookmarks, clique com o botão direito sobre o campo de busca e selecione a opção “Add a keyword for this search”. O Firefox adicionará a pesquisa nos bookmarks locais, e você poderá adicionar um keyword a este bookmark. Digite “gb”, por exemplo, e clique em OK. Agora, ao digitar qualquer texto precedido desta keyword na barra de endereços (por exemplo: “gb teste”), o Firefox pesquisará este texto no Google Bookmarks. Mas os resultados não aparecem diretamente, você precisa escolher a opção “Search Google Bookmarks” entre as sugestões que aparecem

Para integrar o Google Bookmarks ao Chrome é ainda mais simples, pois não é necessário instalar qualquer extensão (afinal, ambos são do Google). Para adicionar bookmarks, acesse a página de ajuda. Ela disponibiliza um botão que pode ser arrastado para a barra de bookmarks, e ao clicar nele, a página atual será adicionada. Para adicionar a pesquisa no Google Bookmarks à barra de endereços, clique na barra com o botão direito, selecione “Edit search engines” e adicione um novo, com as seguintes configurações:
Nome: Google Bookmarks
Keyword: gb
URL: http://google.com/bookmarks/find?&q=%s

Agora, a pesquisa integrada à barra de endereços funcionará da mesma forma que no Firefox (“gb texto para pesquisa”).

Solução de problema com o Flash Player no Ubuntu com Firefox >= 3.6.4

August 6th, 2010

Desde a versão 3.6.4, o Firefox possui um recurso chamado Crash protection (somente para Windows e Linux). Agora o browser cria um processo à parte chamado plugin-container para execução dos plugins do Flash, QuickTime e Silverlight. O objetivo é impedir que um erro na execução de um destes plugins trave o browser – caso isto ocorra, somente o plugin será interrompido.

Depois que atualizei o Firefox para esta versão – na verdade, atualizei diretamente do 3.6.3 para o 3.6.6 – no Ubuntu 10.04, o Flash simplesmente parou de funcionar, exibindo a mensagem “The Adobe Flash plugin has crashed”. Tentei reinstalar o Flash diversas vezes, tanto pelos pacotes adobe-flashplugin e flashplugin-installer usando o apt-get quando baixando um arquivo .deb diretamente. A página plugin check informava que o Flash estava instalado, porém com uma versão desatualizada (9.x). Também tentei reinstalar o Firefox e nada.

Depois de alguns dias de tentativas frustradas, finalmente tive a ideia de testar com outro browser. Pelo Chrome o Flash funcionava perfeitamente, ou seja, o problema estava diretamente relacionado com o Firefox.

Após mais algumas pesquisas, encontrei o artigo Plugin-container and out-of-process plugins. Descobri que há um parâmetro na configuração do Firefox (digite about:config na barra de endereços para acessá-la) chamado dom.ipc.plugins.enabled que permite habilitar ou desabilitar o crash protection para plugins de terceiros. Este parâmetro serve para qualquer plugin não especificado, e o valor padrão é false. Há um parâmetro específico para o plugin do Flash: no Linux é o dom.ipc.plugins.enabled.libflashplayer.so, e no Windows é dom.ipc.plugins.enabled.npswf32.dll. Este parâmetro tem o valor padrão true; depois que mudei para false, o Flash passou a funcionar na maioria dos sites; porém, os vídeos da Globo.com, por exemplo, continuaram não funcionando, mas passaram a exibir uma mensagem dizendo que o Flash estava desatualizado.

Para descobrir mais informações sobre os plugins, digitei about:plugins na barra de endereços. A página que apareceu mostrou duas versões de Flash instaladas: uma era a mais recente (10.x) e a outra estava desatualizada (9.x). Porém, esta tela não mostrava a localização de cada plugin. Para descobrir o path completo para cada plugin, voltei para a tela de configuração (about:config) e alterei o valor do parâmetro plugin.expose_full_path para true. Agora, a tela do about:plugins passa a exibir o path de cada plugin instalado.

Desta forma, descobri que havia uma versão mais antiga do Flash instalada no meu home (em /home/guilherme/.mozilla/plugins/libflashplayer.so). Não sei a ordem em que o Firefox procura os plugins, mas aparentemente este estava sendo utilizado em vez do mais atual, que fica em /usr/lib/flashplugin-installer/libflashplayer.so. Removi a versão que estava no home e o Flash voltou a funcionar perfeitamente, inclusive depois de reativar o crash protection.

Outras referências úteis não citadas:

Exclusão de itens individuais do histórico do Firefox

June 10th, 2010

Outro dia, quando fui me logar no Gmail, digitei rapidamente meu login, apertei tab, digitei a senha e apertei enter. Na pressa, não percebi que, em vez de tab, eu tinha apertado shift. Ou seja, o campo login ficou preenchido como “loginsenha”, e a senha ficou em branco. Até aí tudo bem, o Gmail simplesmente me deu um aviso de login ou senha inválidos. Porém, esse “loginsenha” ficou no histórico de preenchimento de campos, o que é bem incômodo, já que contém minha senha. Eu queria excluir este item do histórico, mas sem perder todo o histórico do browser.

O Firefox possui uma opção “Clear Recent History”, no menu “Tools”, que permite excluir o histórico somente para um período de tempo (última hora, últimas 2 ou 4 horas, último dia ou tudo), e permite selecionar também o que se deseja excluir (URLs acessadas, downloads, formulários preenchidos, cookies, cache, logins ativos e preferências de sites). Apesar de esta opção ser bastante completa, eu queria algo mais específico: excluir somente aquele item.

Após uma rápida pesquisa no Google, encontrei algumas referências interessantes, e descobri que a solução era extremamente simples. Para excluir um item do histórico de preenchimento de campos de formulários, basta clicar no campo e, ao aparecer a lista de valores armazenados no histórico, selecione o item que você quer excluir usando a seta para baixo e pressione Del. É só isso!

Também é possível excluir itens individuais do histórico de URLs acessadas. Para isso, repita o procedimento acima, trocando apenas o Del por Shift+Del.

Referências: