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Resumo do Dev in Rio 2010

October 29th, 2010

No dia 09 de outubro aconteceu o Dev in Rio 2010. Como a edição de 2009 foi muito boa, a expectativa para a deste ano era alta. E foi correspondida! Desta vez foram duas salas com palestras acontecendo simultaneamente. Eu fiquei na sala 2, onde assisti às seguintes palestras:

  • HTML 5 e as novas JS APIs – Leonardo Balter
  • Na primeira palestra foram apresentadas as principais APIs do HTML5. A palestra foi bem interessante, apesar de bastante prejudicada pela falta de WiFi no local, o que impediu que o palestrante mostrasse os vários exemplos que ele tinha preparado.

  • NodeJS – a performance que eu sempre quis ter – Emerson Macedo
  • A palestra do Emerson foi excelente. Ele apresentou o problema de bloqueio de I/O no acesso a banco de dados, que é um dos principais gargalos no desempenho para a maioria das linguagens de programação. O NodeJS ajuda a resolver este problema pois usa Javascript, que é uma linguagem orientada a eventos. No final da apresentação, ele divulgou o Nodecasts, site de screencasts sobre NodeJS que ele acaba de criar. A apresentação está disponível no blog do Emerson.

  • Lightning Talks
  • Após o almoço, foi disponibilizado um horário para lightning talks, pequenas apresentações de 5 minutos para quem tivesse algo interessante para mostrar. Como o tempo foi curto, foram apenas duas apresentações: a primeira sobre desenvolvimento de aplicações Python para celular e outra sobre a Apache Foundation.

  • Symfony – OO PHP para gente grande – Luã de Souza
  • Nesta palestra, foi apresentado o Symfony, um framework PHP para desenvolvimento web que vem crescendo bastante. É um framework MVC que, a exemplo de praticamente qualquer framework atual, inspira-se no Rails para simplificar o desenvolvimento de aplicações web.

  • Refactoring – Porque apenas fazer funcionar não é o suficiente – Caike Souza
  • Esta foi uma das melhores palestras do evento. Caike Souza falou sobre refactoring – destacando que não existe refactoring sem testes -, apresentou as principais vantagens e alguns exemplos práticos em Ruby.

  • Arquitetura: cansado da mesmice? – Guilherme Silveira
  • Apesar do título não deixar claro, esta palestra foi direcionada a arquitetura com serviços Restful. Como todas as palestras dele, Guilherme Silveira foi bastante claro, mostrando as vantagens de uma arquitetura voltada para serviços, que vai além da simples troca de arquivos XML entre aplicações. Ele mostrou um exemplo bem interessante, sobre integração entre sites de viagens, reserva de hotéis e calendário, onde o compartilhamento de recursos permite que uma aplicação acesse diretamente os serviços de outra. Mais detalhes no post que ele escreveu no blog da Caelum.

  • Testes unitários em JavaScript: usar ou não usar mock? – Márcio Santana
  • Na última palestra, foram apresentadas ferramentas para testes de código Javascript. Esta palestra também foi muito interessante, pois testes de Javascript são muito pouco comuns, mas não deveriam, já que Javascript também é código, e as aplicações web atuais possuem uma quantidade cada vez maior de código Javascript, principalmente para manipular interações com os usuários. Além do QUnit – framework para testar Javascript -, foram apresentadas bibliotecas de mock, como o Chameleon.

Enquanto isso, na sala 1 ocorreram palestras sobre Arduino, empreendedorismo, Scum e Ruby.

Apesar de tudo, o evento teve alguns problemas de organização. Além da já citada indisponibilidade de WiFi, as duas salas ficavam em andares diferentes, e o coffee break era ao lado da sala 1, o que dificultava o deslocamento. Num determinado momento, a palestra da sala 2 terminou e todos desceram para o andar da sala 1 para o coffee break, porém não podíamos entrar, pois a palestra não havia terminado. Apesar destes pequenos problemas, o Dev in Rio deste ano manteve a qualidade da primeira edição. Agora, ficamos aguardando a edição de 2011!

Vídeos com HTML 5 e a nova guerra dos browsers

February 22nd, 2010

No final do século 20, a disputa entre os dois browsers mais populares da época, Netscape e Internet Explorer, ficou conhecida como guerra dos browsers. Nos últimos anos, após um período negro de domínio do IE, outros browsers começaram a crescer e recuperar o espaço que era ocupado pelo falecido Netscape.

Mais recentemente, desde o ano passado, os browsers mais modernos começaram a dar suporte ao HTML 5 – o Firefox, por exemplo, suporta desde a versão 3.5. Entre diversas novidades, o recurso mais popular do HTML 5 é a tag video, que permite a execução de vídeos sem o uso de plugins. A imensa maioria dos sites de vídeo usam Flash, que é uma tecnologia proprietária, e não é suportada em plataformas como o iPhone/iPod Touch. Porém, juntamente com esta nova tag surgiu uma polêmica.

No mês passado, o Youtube – seguido posteriormente por outros sites de vídeos – anunciou que começaria a oferecer vídeos em HTML 5, porém usando o codec H.264. Apesar de suportar HTML 5, o Firefox não tem suporte a este codec, pelo fato de ele ser proprietário, e exigir o pagamento de licenças caríssimas. O Firefox suporta somente o codec OGG Theora, que é open source. Esta atitude do Youtube criou uma grande polêmica: por que eles deixariam de usar uma tecnologia proprietária (Flash) para adotar outra igualmente proprietária (H.264)? O uso de HTML 5 deixa a impressão de que o Youtube partiu para tecnologias abertas, mas isto não ocorreu, devido ao codec escolhido.

Enquanto isso, o Safari (incluindo aí o iPhone) suporta o codec H.264, mas não suporta Theora; o Google Chrome suporta ambos os formatos; o Opera começará a suportar vídeos com codec Theora a partir da versão 10.50; e o IE 8 nem suporta HTML 5, criando um cenário totalmente heterogêneo. Um dos problemas desta divisão é que começamos a nos distanciar da padronização – que é o objetivo principal do W3C – e criar um ambiente onde cada browser suporta diferentes formatos de vídeo, retornando à época da guerra dos browsers, onde dificilmente uma página era igualmente visualizada no IE e no Netscape. Outro problema é que, como o Firefox não consegue exibir os vídeos em HTML 5 do Youtube, muita gente diz erradamente que o Firefox não suporta HTML 5, quando na verdade é um problema de codec.

A solução para os desenvolvedores é oferecer seus vídeos em mais de um formato, multiplicando, desta forma, o espaço necessário e o trabalho de codificação dos vídeos. O Video For Everybody ajuda a resolver este problema, oferecendo um trecho de código HTML que deixa a cargo do browser a escolha da opção mais adequada – se o browser suportar HTML 5 e Theora, este vídeo será exibido; se suportar HTML 5 e H.264, usará este formato; caso contrário, usará o plugin de Flash ou QuickTime, caso estejam instalados. Em último caso, exibe uma imagem do vídeo com um link para download. Esta solução exige o armazenamento do vídeo em dois formatos, mas parece uma boa solução diante de tantas variantes.

Referências:

Suporte a HTML 5 no Firefox 3.5

July 3rd, 2009

Esta semana saiu o Firefox 3.5, com uma série de melhorias, como o recurso de geolocalização e o modo Private Browsing. Além disso, o browser está muito mais rápido que na versão anterior, devido principalmente ao novo engine de Javascript e ao suporte nativo a JSON.

Além disso, outra novidade importante é a adição de suporte ao HTML 5. Esta versão ainda é um working draft, que traz como principais novidades as tags <video> e <audio>, para suporte nativo a mídias. Assim, não é mais necessário usar tags <embed> e um player externo para a exibição dos já onipresentes vídeos online. Existem vários sites que já utilizam HTML 5 para demonstrar os novos recursos, como mostra este post do Zumo e o Video Bay.